PCP confiante em mais do que quatro deputados (até em "zonas adversas")

O líder comunista Paulo Raimundo diz que o PCP "não se resigna" com a descida no Parlamento e que a forma de responder às necessidades das pessoas é o "reforço na CDU". Geringonça? PCP "nunca faltou a nada positivo para o povo", mas 'passa' a perguntar para o Partido Socialista responder.

Notícia

© Global Imagens

Notícias ao Minuto
02/04/2025 23:57 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

Política

PCP

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, falou, esta quarta-feira, acerca das próximas Legislativas, que se realizam a 18 de maio, mostrando-se "confiante" com o crescimento do partido.

 

"Tivemos, de grosso modo, 205 mil votos nas últimas eleições e isso traduziu-se em quatro deputados. Isso manifestou-se profundamente insuficiente para aquilo que é preciso fazer para melhorar a vida do nosso povo. É para isso que cá estamos. Estamos com a certeza de que é preciso e possível mais", defendeu durante uma entrevista à SIC Notícias.

Questionado sobre a saída de alguns votos do PCP, Paulo Raimundo rejeitou a ideia de que o partido tenha parado no tempo. "Acho que não. E até digo com toda a certeza e confiança. O que temos assistido, nestes contatos que temos feito - até em zonas mais adversas para nós, podemos assim dizer - é que há muita gente de outros partidos e que teve outras opções de voto há um ano e está a considerar votar na CDU", apontou, referindo-se que esse "reconhecimento" se sentiu até em Braga, zona onde "não são tradicionalmente" comunistas.

Sublinhando que "não há como negar" a descida do Parlamento, Raimundo apontou que a CDU, com 3,4% nas intenções de voto, não se vai "resignar" a essa situação. "Queremos e precisamos de crescer", notou, apontando várias causas que mobilizam o partido, como uma rede pública de creches ou lares, o aumento e de salários e pensões, para além do "drama da habitação".

Para as pensões, o líder comunista deu o exemplo de uma proposta que prevê o aumento de 5% para todas estas, num mínimo de 70 euros - e explicou: "Se aplicarmos os 5% para as mais baixas, nunca chegaria aos 70 euros. Esta medida custa sensivelmente 1800 milhões de euros, que é muito dinheiro. Mas, curiosamente, é o mesmo valor - e o cálculo não foi esse -, que com o OE em vigor é atribuído a benefícios fiscais para grandes empresas. A questão de fundo é esta. Optamos por dar 1800 milhões de euros para 19 grupos económicos ou pegamos em 1800 milhões de euros e damos a mais de dois milhões de reformados e pensionistas. A nossa opção é simples", defendeu.

Geringonça à Esquerda?

O líder comunista foi ainda questionado acerca da possibilidade de existir uma 'Geringonça' à Esquerda se a situação à Direita não se alinhar para uma maioria absoluta com outros partidos, como Iniciativa Liberal ou Chega (caso não consiga esta maioria). "Nós nunca faltámos a nada que fosse positivo para a maioria do nosso povo", afirmou, 'passando' a pergunta para o Partido Socialista. Raimundo apontou ainda que a resposta para reforçar e responder às necessidades do povo é "o reforço da CDU, mais votos e mais deputados."

Em relação à posição do PCP e sobre distinção, Raimundo disse ainda que o partido se dirigia a todos e que a coerência era uma mais-valia. "Podemos ser acusados de previsíveis, mas essa previsibilidade também tem outras características: a coerência, a coragem e clareza. Essa é uma garantia que o nosso povo tem. Sabem o que propomos e defendemos. Sabem que connosco não há manobras, golpes e jogos de sombra. É tudo às claras", defendeu.

Ainda quanto à época da 'Geringonça', Paulo Raimundo apontou que o que aconteceu em 2015 foi uma situação "particular", dado que se vinha de um Governo da 'troika', com um "projeto de desmantelamento", nomeadamente, no Serviço Nacional de Saúde. "O que aconteceu em 2015 foi uma oportunidade para travar isso. E travámos esse caminho. O que aconteceu foi que nunca tivemos ilusões com o PS, que abandonou esse caminho", afirmou, lembrando que depois os socialistas tiveram uma maioria absoluta.

Paulo Raimundo foi também questionado sobre a 'coragem' que se lê nos cartazes da CDU e sobre um possível receio que possa existir no combate político contra, por exemplo, o Chega (com mais deputados). "Não. A coragem está para além disso. Não é a coragem de combater no Parlamento, é de combater as conceções reacionárias. E as conceções reacionárias estão para além das forças reacionárias em concreto. Caracterizamos o Chega como força reacionária e damos-lhe combate político e ideológico,, só que as conceções são mais alargadas do que isso", afirmou, explicando que quando se está numa "sociedade onde se carrega no individualismo" e "não há tempo para nada", há consequências.

"Precisamos de combater isso tudo. Com mais força, as pessoas viverão melhor. Vivendo melhor, a sociedade será melhor", atirou.

Leia Também: 25% a automóveis e 20% à UE: As "tarifas recíprocas" do "generoso" Trump

Partilhe a notícia

Escolha do ocnsumidor 2025

Descarregue a nossa App gratuita

Nono ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.

* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com
App androidApp iOS

Recomendados para si

Leia também

Últimas notícias


Newsletter

Receba os principais destaques todos os dias no seu email.

Mais lidas