Na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, na apresentação de Fátima Alves como candidata pela Coligação PSD/CDS-PP -- Juntos Pela Nossa Terra, às eleições autárquicas deste ano, o líder dos sociais-democratas referiu que, em 2024, os portugueses pagaram menos impostos sobre os rendimentos do trabalho, razão pela qual estão a receber menos reembolsos este ano.
Montenegro lembrou que o "impulso foi sempre do PSD", mas que as decisões de baixar o IRS, em 2024, também foram do PS, liderado por Pedro Nuno Santos, que já acusou a AD de "truque" na redução do IRS, fazendo com que os reembolsos deste ano sejam menores.
"O Partido Socialista, na vontade de dizer mal deste Governo, até se esqueceu que a baixa do IRS em 2024 já estava no Orçamento do Estado de 2024, que foi aprovado ainda pelo Governo anterior do Partido Socialista, e que depois, quando chegamos ao Governo e apresentamos uma proposta para baixar ainda mais o IRS, foi o Partido Socialista com o Chega que aprovaram uma descida diferente daquela que nós queiramos", recordou o líder do PSD.
Luís Montenegro considera "fantástico e estranho" ver o PS "chateado com aquilo que ele próprio decidiu".
"É, de facto, uma coisa fantástica. Mas que diz bem de quem está de boa-fé e de quem anda perdido a dizer tudo e o seu contrário. Perdido a prometer tudo e perdido não se dando conta de que está a falar mal de si próprio", acusou o também primeiro-ministro em gestão.
O presidente do PSD explicou que, em 2024, houve uma diminuição de IRS, para que "os trabalhadores chegassem ao fim do mês e a parte do seu rendimento entregue ao Estado fosse menor" face ao que acontecia.
"Sei que por estes dias há muita gente confusa, e tem razão para isso, porque estamos na altura da entrega das declarações de IRS, quanto mais não seja, as pessoas fazem as suas simulações, e estão a chegar à conclusão que ou vão pagar um pouco mais ou vão receber um pouco menos do que aquilo que estavam habituadas. E parece que a conta não joga certo com aquilo que aqui estou a dizer", declarou Luís Montenegro.
Segundo o presidente do PSD, "isto só acontece porque ao longo de 2024, aquilo que o Estado retirou mensalmente à conta dos impostos sobre o rendimento do trabalho das pessoas foi muito menor do que aquilo que era".
"Foi isso que aconteceu. O que é que acontecia antes? O Estado tirava mais, ficava com o dinheiro do lado de cá, usava esse dinheiro, esse dinheiro era utilizado para pagar contas do Estado, os pagamentos a fornecedores do Estado, e depois na altura do acerto de contas o Estado pagava aquilo que tinha cobrado a mais", detalhou Luís Montenegro.
De acordo com o líder do PSD, o Governo está a "equilibrar" o IRS, entre aquilo que é pago ao Estado e os reembolsos recebidos, acrescentando que "as pessoas devem pagar apenas aquilo que é devido".
"E aquilo que é desejável é que nesta altura do ano a conta esteja mais ou menos equilibrada. Nem tenha que se pagar, nem tenha que se receber. É aquilo que é desejável", defendeu Montenegro, dando conta de que esta política fiscal ao nível do IRS é para continuar durante este ano.
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