No programa eleitoral do PS às legislativas de 18 de maio, hoje apresentado em Lisboa, o partido diz querer "celebrar um novo acordo para valorização dos salários em sede de concertação social, com metas mais ambiciosas na trajetória do salário mínimo nacional e do salário médio".
O PS quer em particular "aumentar o salário mínimo em pelo menos 60 euros por ano, atingindo um aumento de, no mínimo, 240 euros para 1.110 em 2029", correspondendo ao ano em que terminaria a legislatura.
Já relativamente ao salário médio, o partido propõe um aumento "em pelo menos 5% ao ano, atingindo pelo menos os 2.000 euros em 2029".
Ainda no setor laboral, o PS promete também "propor e discutir em sede de concertação social um pacote de medidas para promover a conciliação e apoiar a parentalidade".
Entre essas medidas, consta "reduzir, de forma faseada, a semana de trabalho de 40 para 37,5 horas para todos os trabalhadores, em moldes e condições a discutir com os parceiros sociais e considerando a evolução da situação económica e a avaliação de impacto em diferentes setores".
Na área da parentalidade, e com o intuito de "aumentar o rendimento disponível das famílias", o PS quer "reforçar os apoios sociais à infância".
"Desde logo com um aumento do valor do abono de família para as crianças dos três aos seis anos, a concretizar com dois aumentos de 25% -- um em 2026 e outro em 2028 -- de modo a reduzir desequilíbrios nos níveis de proteção entre os primeiros anos de vida e os seguintes", refere-se.
A estas medidas, acresce ainda a criação de um "programa pé-de-meia" para que todas as crianças nascidas a partir do início deste ano recebam 500 euros em certificados de aforro, uma medida que já tinha sido anunciada pelo partido.
Leia Também: PS propõe IVA zero de forma permanente num cabaz de bens alimentares