Raimundo diz que Portugal precisa de comboios e não de economia de guerra

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que Portugal não precisa de uma economia de guerra, "mas de construir comboios" e de investir em investigação e tecnologia para produzir o que o país precisa.

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Lusa
04/04/2025 23:11 ‧ há 10 horas por Lusa

Política

PCP

"O país não precisa de construir armas, precisa é de construir comboios, que é o que faz falta, não são as armas", disse Paulo Raimundo em Silves, no Algarve.

 

O líder comunista discursava na apresentação da cabeça de lista da CDU (Coligação que integra o PCP e Os Verdes) à Câmara de Silves, no distrito de Faro, Luísa Conduto, nas eleições autárquicas deste ano.

Na sua intervenção, perante cerca de 500 militantes comunistas, Paulo Raimundo alegou que Portugal "não precisa de investigação para as bombas", defendendo a necessidade de "mais investigação e apoio à ciência e tecnologia, para que sirvam as necessidades de saúde e de produzir os medicamentos que nos fazem falta".

Para o líder do PCP, Portugal "precisa de creches, lares, saúde, salários, pensões e direitos para aqueles que cá vivem e trabalham".

Depois de criticar os "lucros astronómicos" do setor bancário e as políticas do Governo para a educação, saúde e habitação, Paulo Raimundo apelou ao voto na CDU nas próximas eleições legislativas, alegando que "o país precisa de uma mudança de políticas".

No Algarve, o secretário-geral do PCP considerou que a região não necessita de mais turismo, mas sim de habitação "mais acessível para todos os que ali vivem".

"O grande desafio que está colocado no plano nacional é saber se queremos um país destinado a ser um 'resort' turístico, porque Portugal não é uma província da União Europeia, um apêndice dos Estados Unidos e da Nato", apontou.

Para Paulo Raimundo, Portugal é um país "soberano que pode e deve a partir da sua própria realidade, definir o seu caminho, desenvolvimento e progresso".

"O país precisa de mais produção, mais investimento e desenvolvimento, isso sim, é o caminho que se impõe", concluiu.

Leia Também: Tarifas? PCP defende "diversificar relações comerciais com outros países"

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