"O que é importante referir, é nós termos tido, por exemplo, na aprovação das listas, uma quase unanimidade e essa é a força do Partido Socialista que está profundamente unido neste combate eleitoral", afirmou Pedro Nuno Santos, reagindo à recusa de Sérgio Sousa Pinto e de Fernando Medina em integrar as listas às próximas eleições legislativas.
O deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, em quarto lugar na lista por Lisboa aprovada em Comissão Política Nacional, comunicou na quinta-feira ao secretário-geral do PS que recusa ser candidato.
O ex-ministro das Finanças Fernando Medina tinha, já no final de março, comunicado que não queria integrar as listas de candidatos a deputados socialistas nas próximas eleições legislativas.
Questionado sobre se sente o partido unido Pedro Nuno Santos sublinhou que "as listas foram aprovadas com 92%" e que o PS tem "todas as estruturas empenhadas e animadas, entusiasmadas", apesar das posições assumidas por ambos "por motivações" e "razões diferentes".
O que é de registar, para o líder socialista, é que o partido "está empenhado em ganhar estas eleições" e que, enquanto candidato a Primeiro-Ministro se propõe "trabalhar com humildade" para mobilizar o país e os portugueses a acabar "com este capítulo das últimas semanas, que não foi nada bom, e também com o último ano de um Governo que não iniciou a resolução de nenhum problema".
Recusando comentar resultados de sondagens que Pedro Nuno Santos apontou o dedo a "algumas coisas que não estavam bem pioraram" para garantir que "é possível viver melhor em Portugal" e que o PS pode "governar para uma maioria, ao contrário do de um Governo [AD] que governou para uma minoria".
Pedro Nuno Santos falava em Rio Maior, no distrito de Santarém, onde visitou a Feira das Tasquinhas, que decorre até ao dia 6.
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