O partido realizou hoje uma ação de campanha em frente à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa onde dispôs sacos do lixo com o nome de pessoas representando mortos em guerra.
"É preciso que expliquem porque é que nos querem empurrar para guerras que não são nas nossas fronteiras, onde nós não estamos a defender a nossa soberania, mas guerras por procuração", disse a cabeça de lista do ADN por Lisboa, Joana Amaral Dias.
A candidata referiu ainda que a Europa foi construída na "matriz da paz" e acrescentou que "a paz pelo comércio foi aquilo que impulsionou a construção da União Europeia".
Joana Amaral Dias questionou a origem dos fundos para o armento e reiterou que o partido recusa um futuro belicista.
"Também é necessário explicar aos portugueses, tintim por tintim, aonde é que vão buscar esse dinheiro para a guerra, vai ser ao Serviço Nacional de Saúde, que já está tão frágil, à escola pública, às pensões dos idosos?", interrogou a porta-voz.
Questionada sobre a intenção do ADN de liberalizar o uso e porte de arma para armas não letais, Joana Amaral Dias especificou que tais instrumentos seriam algo como gás-pimenta e 'tasers' para a autodefesa, sobretudo de mulheres.
Nas legislativas de 2024 o ADN alcançou 1,58% da votação o que se traduz em 102.132 votos, o que garantiu ao partido um financiamento, por parte da Assembleia da República, superior a 340 mil euros.
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