Da "valentia" à condenação. As reações ao ataque que matou português

Um português de 69 anos, natural de Ermesinde, morreu após se colocar entre o atacante e polícias, em Mulhouse, França.

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© SEBASTIEN BOZON/AFP via Getty Images

Notícias ao Minuto com Lusa
22/02/2025 22:30 ‧ há 7 horas por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo

França

Um cidadão português, natural de Ermesinde, morreu este sábado quando se colocou entre um homem armado com uma faca e polícias num atentado terrorista em Mulhouse, França. Entre a "valentia" do português destacada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, à condenação do "ato de terrorismo" do presidente francês, Emmanuel Macron, são várias as reações ao ataque.

 

Após o crime, a Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) confirmou que "um civil que interferiu no ataque morreu", enquanto o Ministério Público de Mulhouse indicou tratar-se de um cidadão português de 69 anos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou ser "um cidadão português de 69 anos que se encontrava no local" e "ter-se-á interposto entre os polícias e o atacante, tendo sido esfaqueado e morto". 

O português era um emigrante natural de Ermesinde, casado e com um filho e, segundo o ministério tutelado por Paulo Rangel, vivia em França desde 1992.

Numa nota, publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, apresentou as "mais sentidas condolências à família, amigos e à comunidade portuguesa" em Mulhouse e condenou "veementemente o ataque de ódio", mantendo-se em "contacto com o ministro dos Negócios Estrangeiros no acompanhamento à família da vítima". 

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte do português que morreu "perante um ataque contra a comunidade que o acolheu" e destacou que "a sua valentia, que lhe custou a vida, poderá ter salvo tantas outras".

"Deixo sinceras condolências aos familiares e amigos — e toda a solidariedade ao povo francês", acrescentou numa nota publicada na rede social X.

Montenegro salienta

Montenegro salienta "valentia" do português vítima do ataque de Mulhouse

O primeiro-ministro enviou hoje a sua solidariedade ao povo francês pelo ataque ocorrido em Mulhouse e salientou a "valentia" do cidadão português que interveio e acabou por morrer, ato que poderá ter salvado outras vidas.

Lusa | 20:45 - 22/02/2025

Em França, o presidente, Emmanuel Macron, disse não haver dúvida de que o ataque foi um "ato de terrorismo" e "islâmico" e expressou "a solidariedade da nação para com a família" da vítima mortal.

O primeiro-ministro, François Bayrou, afirmou que "o fanatismo voltou a atacar" e deixou França "de luto". "Os meus pensamentos vão naturalmente para as vítimas e as suas famílias, com a firme esperança de que os feridos recuperem", acrescentou.

Já a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, defendeu que este ataque é uma "recordação dramática de que a guerra contra o terrorismo não será ganha com palavras, mas com atos".

Na Europa, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, apresentou as sinceras "condolências à família da vítima" e "profundo pesar aos feridos".

"Devemos permanecer unidos contra todas as formas de ódio e de terror e determinados a defender os nossos valores de paz e de tolerância, garantindo a segurança de todos", destacou.

Também a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, reagiu ao ataque afirmando estar "chocada" e assegurando que "a Europa está determinada na luta contra o terrorismo".

"As minhas condolências à família da vítima inocente deste trágico ataque. Desejo uma rápida recuperação aos corajosos agentes da polícia feridos no exercício das suas funções", afirmou Roberta Metsola na rede social X.

A Justiça francesa está a investigar como um ato terrorista o ataque perpetrado esta tarde durante uma manifestação de apoio à República Democrática do Congo.

Ataque com faca em França provoca um morto e vários feridos

Ataque com faca em França provoca um morto e vários feridos

O suspeito, um homem natural da Argélia, já foi detido. Segundo a autarca local, tudo indica para "motivação terrorista".

Notícias ao Minuto | 17:17 - 22/02/2025

Num comunicado enviado à agência de notícias Efe, a Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) indicou que durante a investida o suspeito gritou "Allah Akbar" (em árabe, "Alá é grande").

O PNAT especificou que enviou um dos seus magistrados a Mulhouse para dirigir as operações no terreno e que foi aberta uma investigação sobre os crimes de homicídio terrorista e tentativa de homicídio terrorista de pessoas em posição de autoridade.

Vários meios de comunicação, citando o procurador de Mulhouse, revelaram que o agressor tem 37 anos, é um estrangeiro referenciado por risco de terrorismo e já foi alvo de uma ordem de expulsão de França.

Leia Também: Marcelo condena "ataque de ódio" em Mulhouse e lamenta morte de português

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