O Governo húngaro anunciou, esta quinta-feira, a futura retirada do país do Tribunal Penal Internacional (TPI), numa ação que coincide com a visita oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para quem foi emitido um mandado de captura.
O porta-voz do Governo, Gergely Gulyas, declarou aos meios de comunicação social que o processo de retirada terá início na quinta-feira, avança o ABC.
Esta decisão acontece pouco depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter chegado à Hungria, para uma visita oficial a convite do aliado Viktor Orbán, desafiando o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
O chefe do Governo israelita inicia hoje uma visita oficial até domingo. Trata-se da sua primeira visita à Europa desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.
Esta será uma oportunidade para Netanyahu conseguir o apoio húngaro ao plano do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passa por Israel assumir o controlo total da Faixa de Gaza. O significado da visita é, porém, sobretudo simbólico.
Netanyahu tem, desde novembro, um mandado de captura por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Significa isso que qualquer estado que pertença ao TPI tem a obrigação legal de prender o primeiro-ministro israelita.
O tribunal recordou a "obrigação legal" de Budapeste e a sua "responsabilidade para com os outros Estados-membros" de executar as decisões.
Órban, recorde-se, convidou Netanyahu assim que o anúncio do TPI foi conhecido, afirmando estar "chocado com uma decisão vergonhosa". Em resposta, o chefe do Governo israelita elogiou a "clareza moral" da Hungria.
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