A agência de notícias estatal síria, SANA, informou que os mortos nos ataques eram civis e o Observatório Sírio para os Direitos Humanos - com sede no Reino Unido, mas com uma vasta rede de observadores no terreno - acrescentou que eram residentes armados na província de Daraa.
Israel atacou também cinco cidades na Síria, na noite de quarta-feira, incluindo mais de uma dezena de ataques perto de uma base aérea estratégica na cidade de Hama, onde a Turquia - um importante aliado do Presidente interino Ahmad al-Sharaa - está alegadamente interessada em ter uma presença militar.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria disse em comunicado que os ataques resultaram na "destruição quase total do aeroporto militar de Hama e no ferimento de dezenas de civis e militares".
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, acusou a Turquia de desempenhar um "papel negativo" na Síria.
"Estão a fazer o máximo para ter a Síria como protetorado turco. É evidente que essa é a sua intenção", disse o chefe da diplomacia israelita, numa conferência de imprensa em Paris.
Israel tomou o controlo de partes do sudoeste da Síria e criou ali uma zona tampão desde a queda do ex-Presidente sírio Bashar Al-Assad, argumentando com o objetivo de garantir a segurança contra grupos armados.
No mês passado, os habitantes da aldeia de Koawaya, na província, entraram em confronto com as tropas israelitas que tentavam atravessar terrenos agrícolas.
A liderança interina da Síria tem lutado para atrair comunidades muçulmanas não sunitas e existe um crescente clima de tensão com a comunidade drusa no Sul, onde têm ocorridos assassinatos por vingança contra apoiantes de Al-Assad.
A Amnistia Internacional defende que esses assassinatos deveriam ser investigados como crimes de guerra e acusou milícias associadas ao Governo de matarem deliberadamente civis.
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