O porta-voz do Ministério da Saúde Huti, Anees al-Asbahi, indicou, numa mensagem na rede social X, que pelo menos 257 pessoas ficaram feridas e morreram em diferentes partes do Iémen desde o início da campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos, em meados de março.
Esta manhã, o porta-voz militar dos rebeldes, Yahya Sarea, denunciou, em comunicado, que os EUA atacaram várias províncias e cidades iemenitas, incluindo Sana, mais de 36 vezes, com bombardeamentos que provocaram um número desconhecido de mortos e feridos.
Meios de comunicação social ligados aos Hutis informaram que pelo menos cinco pessoas foram mortas em ataques aéreos norte-americanos esta madrugada (hora local) contra várias regiões do Iémen.
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— د. أنيس الاصبحي Dr-Anees Alasbahi (@alasbahi_dr) April 3, 2025
257 جريح وشهيد من المدنيين خلال العدوان الامريكي الاخير منذ بداية 15مارس وحتى صباح يومنا هذا 3-ابريل-2025
92شهيد
165جريح
Em resposta, os rebeldes atacaram o porta-aviões USS Harry S. Truman "e os navios marítimos no norte do mar Vermelho" com "vários mísseis de cruzeiro e drones", disse o porta-voz dos Hutis.
Na noite de 15 para 16 de março, Trump ordenou uma operação de grande escala contra os rebeldes apoiados pelo Irão para reduzir a capacidade dos Hutis nos ataques a navios internacionais.
Pelo menos 53 pessoas morreram no primeiro dia dos ataques no Iémen, de acordo com os rebeldes.
Em novembro de 2023, os Hutis anunciaram que iam atacar navios com ligação a Israel em retaliação pela guerra na Faixa de Gaza e em solidariedade com os palestinianos.
Esta decisão resultou em cerca de 100 ataques e numa redução significativa do tráfego marítimo através do Canal do Suez, obrigando muitos navios a contornar África para evitar as ações dos rebeldes.
Embora os ataques dos Hutis contra navios no mar Vermelho tenham parado com a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o movimento islamita Hamas, em meados de janeiro, os rebeldes iemenitas anunciaram o reinício dos bombardeamentos, quando Israel quebrou o acordo de tréguas para pressionar o Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a levantar o cerco a Gaza.
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