"Não temos medo nenhum da guerra. Não vamos começar uma guerra, mas estamos preparados para qualquer confronto", afirmou o comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irão, general Hossein Salami, citado pela agência estatal iraniana IRNA.
Salami, que falava numa reunião com altos comandantes militares, em Teerão, capital do Irão, referiu que a Guarda da Revolução está preparada para as "operações psicológicas ou ações militares do inimigo" e não dará "um passo atrás".
"O inimigo, com base em suposições erradas sobre a debilidade do poder de dissuasão do Irão, está a tentar forçar-nos a escolher entre o confronto ou a aceitação das suas condições", disse, sublinhando que o corpo militar de elite sob o seu comando foi criado "para grandes batalhas e para derrotar grandes inimigos".
Desde que regressou à Casa Branca, em janeiro deste ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem apelado ao Irão para entrar em negociações sobre o seu programa nuclear, de forma a evitar que o país desenvolva armas atómicas, ameaçando lançar um ataque às suas instalações, se não aceitar a sua oferta de negociação.
Ao mesmo tempo, os norte-americanos voltaram a impor uma política de "pressão máxima" sobre Teerão para reduzir as exportações de petróleo iraniano.
O Irão fechou a porta a conversações diretas sob as ameaças de Trump, mas mostrou-se disposto a encetar negociações indiretas.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, reiterou hoje que o seu país negociaria com os Estados Unidos "a partir de uma posição de igualdade".
"A República Islâmica do Irão quer dialogar a partir de uma posição de igualdade. Não é que, por um lado, ameacem o Irão e, por outro, queiram negociar", sublinhou Pezeshkian, num encontro com o ministro da Ciência e diretores desta pasta.
O dirigente iraniano questionou que, se os EUA querem negociar, então "para quê ameaçar?".
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