Em comunicado, a polícia declarou ter executado "um mandado de busca e apreensão no gabinete presidencial e no complexo da residência presidencial" em Seul.
A polícia efetuou buscas no gabinete do serviço de segurança de Yoon e na residência do chefe desse serviço, como parte de uma investigação à "alegada obstrução à execução de um mandado de detenção".
Na noite de 03 para 04 de dezembro de 2024, Yoon declarou lei marcial, enviando o exército para o Parlamento, dominado pela oposição. No entanto, um número suficiente de deputados conseguiu reunir-se para impedir o golpe.
Em 31 de dezembro, a justiça emitiu um mandado de detenção para Yoon, que tinha ignorado por três vezes as convocatórias para ser interrogado sobre a declaração de lei marcial. Numa primeira tentativa de o deter, na madrugada de 03 de janeiro, dezenas de polícias e investigadores entraram em confronto com os guarda-costas de Yoon, não conseguindo executar a ordem de detenção.
Na rusga de hoje, a polícia apreendeu telefones encriptados e imagens de câmaras de televisão do gabinete presidencial, no âmbito de uma investigação separada ao antigo ministro do Interior Lee Sang-min.
Destituído do cargo pelo Tribunal Constitucional a 04 de abril, Yoon é agora objeto de um processo penal. Apesar das pesadas penas a que foi sujeito, encontra-se em liberdade, tendo a prisão preventiva sido anulada por razões processuais em 08 de março.
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