António Guterres condena "violações de Israel" à Síria

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) condena as "violações" de Israel à soberania territorial da Síria, incluindo o recente ataque perto do palácio presidencial em Damasco, indicou hoje o porta-voz de António Guterres.

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© AMANUEL SILESHI/AFP via Getty Images

Lusa
02/05/2025 18:06 ‧ ontem por Lusa

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essencial que esses ataques cessem e que Israel respeite a soberania, a unidade, a integridade territorial e a independência da Síria", frisou o porta-voz, Stéphane Dujarric, também expressando preocupação com a violência sectária.

 

Aviões de guerra israelitas atacaram uma área perto do palácio presidencial, na manhã de hoje em Damasco, segundo as Forças de Defesa de Israel.

A comunicação social síria indicou que o bombardeamento israelita sem precedentes não causou vítimas e atingiu uma área vazia perto das instalações presidenciais.

O ataque foi confirmado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que descreveram esta operação como "uma mensagem clara ao regime sírio", no sentido de que não permitiriam ameaças à comunidade drusa.

A presidência síria condenou o ataque israelita e alertou para uma "escalada perigosa" da tensão com o país vizinho.

Em comunicado, a presidência síria tratou o ataque da aviação israelita como uma ação desmesurada que procura "desestabilizar o país".

 Acusou ainda Israel de atingir "a segurança nacional e a unidade do povo sírio" e pediu à comunidade internacional e aos países árabes para apoiarem Damasco face "a estes ataques hostis que violam o direito internacional".

"A Síria nunca negociará a sua soberania ou segurança e defenderá os direitos do seu povo com todos os meios disponíveis", indicou a nova liderança de Damasco no mesmo comunicado, sublinhando que o processo de reformas "nunca irá parar, independentemente dos desafios" após a queda do regime do ex-presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

Desde a queda do regime de Damasco, as forças israelitas atacaram centenas de vezes o território sírio e atravessaram a zona desmilitarizada no sul do país.

Nesta região, residem cerca de 24 mil membros da minoria drusa, juntamente com perto de 30 mil israelitas.

A nova vaga de violência reacendeu o espetro de confrontos sectários, após os massacres em março que tiveram como alvo a minoria muçulmana alauita, um ramo dos xiitas a que pertence Al-Assad, derrubado por uma coligação de rebeldes islamitas sunitas, agora no poder.

Estes confrontos resultaram na morte de mais de 1.700 pessoas, na maioria alauitas civis.

Leia Também: Guterres "horrorizado" com situação "catastrófica" no Darfur do Norte

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