Cascais? Buscas na Câmara motivadas por queixa da SOS Quinta dos Ingleses

As buscas da Polícia Judiciária (PJ) realizadas na quarta-feira na Câmara de Cascais foram motivadas por uma queixa-crime da SOS Quinta dos Ingleses, que deseja uma "investigação profunda" aos negócios urbanísticos, disse hoje à Lusa fonte da associação.

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Lusa
03/04/2025 16:10 ‧ ontem por Lusa

País

Cascais

Em causa estão buscas realizadas na quarta-feira pela PJ à Câmara Municipal de Cascais, por suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo.

 

"Eu devo avisar que foi a única queixa-crime apresentada pela SOS Quinta dos Ingleses contra a Câmara Municipal de Cascais e contra alguns dos seus membros. Uma queixa que agora está a produzir frutos", afirmou, em declarações à agência Lusa, o vice-presidente desta associação, Pedro Jordão.

O ativista defendeu a necessidade de a justiça "investigar a fundo" se existe ou não ilegalidade nos serviços urbanísticos e administrativos do município do distrito de Lisboa.

"Estamos esperançados que venha a ter novos desenvolvimentos e que sejam, eventualmente, constituídos arguidos e que o processo seja investigado a fundo para determinar se, como nós sustentamos, há ou não ilegalidades, tanto do ponto de vista urbanístico ou administrativo, como do ponto de vista criminal", apontou.

Na quarta-feira, também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, confirmou as buscas da PJ na autarquia, visando dois processos de urbanismo sobre os quais não foram mencionados suspeitos, mas em relação aos quais admitiu a intervenção do ex-vice-presidente Miguel Pinto Luz.

Já esta quinta-feira, Miguel Pinto Luz, atual ministro das Infraestruturas, assegurou ter "a consciência absolutamente tranquila" em relação às suas decisões enquanto vice-presidente na Câmara de Cascais e considerou que buscas feitas pela PJ na autarquia são "a justiça a funcionar".

O ministro afirmou ainda que não foi contactado nem teve buscas, mas está "convicto que a verdade virá à tona".

Pinto Luz destacou que, pelo que soube pela comunicação social, trata-se de um terreno de 800 metros quadrados alienado pela Câmara de Cascais "por um valor muito superior às avaliações que existiam", que é reserva ecológica nacional, onde não se pode construir.

Leia Também: Pinto Luz de "consciência tranquila". Buscas são justiça a "funcionar"

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