Pedro Nuno Santos desvaloriza sondagens e atira a Montenegro: "Suspeição"

Pedro Nuno Santos considerou que reeleger Luís Montenegro como primeiro-ministro iria "manter o país num ambiente de suspeição" e que "só o PS é uma solução de estabilidade" para Portugal.

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Notícias ao Minuto
01/04/2025 22:19 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

Política

Pedro Nuno Santos

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, desvalorizou, esta terça-feira, os resultados das recentes sondagens, que dão a vitória à Aliança Democrática (AD) e considerou que reeleger Luís Montenegro como primeiro-ministro iria "manter o país num ambiente de suspeição".

 

"As sondagens têm o valor que têm… Já tivemos sondagens onde o Partido Socialista (PS) está à frente, temos sondagens mais recentes onde o Partido Socialista (PS) está mais atrás", começou por referir em entrevista à SIC Notícias.

O líder da Oposição lembrou que antes de 10 de março de 2024, quando foram realizadas as últimas eleições legislativas que deram a vitória à AD, o "Partido Socialista estava sistematicamente cinco/seis pontos [percentuais] atrás da AD" e a diferença acabou por ser apenas de 0,8.

O socialista defendeu que o partido tem como "preocupação conseguir mobilizar o povo português porque só o PS é uma solução de estabilidade" e destacou a necessidade de "relativizar as sondagens" e "focar-se naquilo que é importante". 

"Acredito que os portugueses percebem que a eleição de Montenegro não iria dar estabilidade ao país, [que] continuaria ensombrado em suspeitas e isso continuaria a manter o país num ambiente de suspeição, de dúvida… Não é o que nós precisamos. Precisamos de encerrar este capítulo e dar início a uma nova vida com um Governo que garanta estabilidade", atirou.

Pedro Nuno Santos considerou que "as coisas não estão bem no país" e lembrou que "algumas das grandes promessas" da Aliança Democrática, sobretudo relacionadas com a Habitação e Saúde, "não produziram resultados positivos".

"Vamos focar-nos nos problemas dos portugueses e do país", frisou, desvalorizando, assim, o resultado das recentes sondagens.

"O Partido Socialista foi um elemento de estabilidade desde o início"

O socialista reiterou que, "se olharmos para o último ano, o Partido Socialista foi um elemento de estabilidade desde o início", e lembrou que o partido chumbou uma moção de rejeição do programa do Governo, viabilizou a eleição do presidente da Assembleia da República, viabilizou um Orçamento do Estado e chumbou duas moções de censura.

Lembrando a entrega de declarações de IRS, que teve início esta terça-feira, Pedro Nuno Santos frisou que, com as medidas da AD, "há muitos mais portugueses que ou vão ter um reembolso muito menor, ou vão mesmo pagar".

"O Governo estava a preparar-se apenas para eleições antecipadas, fez uma alteração na tabela da fonte de retenção muito generosa. As pessoas receberam mais em outubro e novembro. Este é um padrão na forma como o Governo atua", afirmou, acusando o Executivo de usar "meios do Estado para fazer campanha". 

Na entrevista, o secretário-geral dos socialistas defendeu a necessidade de existir uma "economia que cresça, que produza valor e que pague melhores salários", além de haver uma "política que, em vez de contribuir para aumentar o preço da Habitação, contribua para aumentar a oferta".

Medina fora das listas do PS? "Opção individual e pessoal"

Sobre o facto de o ex-ministro das Finanças, Fernando Medina, ter comunicado que não quer integrar as listas de candidatos a deputados socialistas nas próximas eleições legislativas, Pedro Nuno Santos disse tratar de uma "opção individual e pessoal".

"É uma opção individual e pessoal, que eu respeito. Nós não temos de ter um compromisso para a vida e permanente com a política. Temos de respeitar as opções pessoais", atirou.

Antigo escritório de advogados de Montenegro sob suspeita é uma "questão séria"

Pedro Nuno Santos considerou uma "questão séria" a notícia avançada, na semana passada, pelo jornal Expresso que indica que o empreiteiro que realizou a maior obra pública adjudicada até hoje pela Câmara Municipal de Espinho está a ser alvo de uma investigação por parte do Ministério Público (MP) e que o antigo escritório de Luís Montenegro é um dos denunciados no inquérito-crime.

"Não é nenhuma brincadeira. É uma questão séria e é assim que ela deve ser encarada pelo primeiro-ministro", sublinhou.

O socialista disse ainda que "todos os esclarecimentos" de Luís Montenegro "são arrancados a ferro" e "isso não é aceitável". "Um político tem de estar pronto para ser escrutinado e para responder e não fugir", atirou.

[Notícia atualizada às 22h56]

Leia Também: "Portugal é dos mais seguros", mas Pedro Nuno não desvaloriza crime

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