Carlo Ancelotti respondeu, esta quarta-feira, na Audiência Provincial de Madrid, onde respondeu pelo caso em que é acusado de ter defraudado o Ministério das Finanças em cerca de um milhão de euros, durante a primeira passagem pelo Real Madrid, entre 2014 e 2015.
O treinador italiano é suspeito de ter omitido as receitas provenientes da exploração dos direitos de imagem, com o objetivo de reduzir o valor a pagar em impostos, mas, perante a Justiça, explicou que foi o próprio clube a propor-lhe parte do ordenado através da cessão de 50% dos ditos direitos de imagem.
"Só me importava cobrar os seis milhões de euros líquidos por três anos, e nunca me apercebi de que algo não era correto. Não recebi nenhuma comunicação de que estava a ser investigado", afirmou, em declarações reproduzidas pela agência noticiosa espanhol EFE.
"Se estou aqui, penso que as coisas não foram assim tão corretas (...). É possível que tenha existido uma vantagem a nível fiscal, não sei. A mim, só interessava cobrar o valor líquido", acrescentou, sublinhando desconhecer qualquer pormenor relativo a esta operação.
O Ministério Público espanhol, por seu lado, pede que Carlo Ancelotti venha a ser condenado a quatro anos e nove meses de prisão.
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