Estados Unidos e Congo em conversações para desenvolver recursos minerais

Os Estados Unidos estão em conversações para desenvolver os recursos minerais do Congo ao abrigo de um acordo que o presidente congolês considerou que pode tornar o país mais seguro, revelou hoje a administração norte-americana.

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© Reuters

Lusa
03/04/2025 22:48 ‧ ontem por Lusa

Economia

EUA

Um conselheiro sénior de Donald Trump para África, Massad Boulos, não adiantou detalhes do potencial acordo após conversações com o presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, em Kinshasa, mas disse que este poderá envolver "investimentos multibilionários".

 

"Vocês ouviram falar de um acordo sobre minerais. Nós analisámos" a proposta da República Democrática do Congo "e tenho o prazer de anunciar que o Presidente e eu acordámos um caminho a seguir para o seu desenvolvimento", disse Boulos.

As empresas norte-americanas "poderão operar de forma transparente" e "estimular as economias locais", acrescentou.

A República Democrática do Congo é o maior produtor mundial de cobalto, um mineral utilizado para fabricar baterias de iões de lítio para veículos elétricos e smartphones. Possui também reservas substanciais de ouro, diamantes e cobre.

Tshisekedi disse no mês passado que estava aberto a um acordo com os Estados Unidos sobre o desenvolvimento de minerais críticos se o envolvimento norte-americano pudesse ajudar a reprimir as rebeliões e aumentar a segurança no país africano.

A administração Trump está também a negociar com a Ucrânia um acordo sobre minerais naquele país, que foi originalmente proposto pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no outono passado, na esperança de fortalecer a posição do seu país no conflito com a Rússia, ligando os interesses dos EUA ao futuro da Ucrânia.

O Leste da República Democrática do Congo está em conflito há décadas com mais de 100 grupos armados, a maioria dos quais disputa território na região rica em minerais perto da fronteira com o Ruanda.

O conflito criou uma das maiores crises humanitárias do mundo, com mais de 7 milhões de pessoas deslocadas, incluindo 100 mil que fugiram de casa este ano.

Leia Também: Trump despede funcionários após encontro com ativista de extrema-direita

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