Casa Branca admite que não deve haver cessar-fogo na Ucrânia até à Páscoa

Altos funcionários da administração Trump disseram à Reuters que nem deverá ser alcançado nenhum acordo de paz nos próximos meses.

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© MANDEL NGAN/AFP via Getty Images

Notícias ao Minuto
03/04/2025 15:36 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

Mundo

Ucrânia/Rússia

A Casa Branca reconheceu que Donald Trump não alcançará o seu objetivo de garantir um cessar-fogo na Ucrânia até à Páscoa, dia 20 de abril, avança o The Telegraph.

 

"Há uma profunda frustração com o governo russo em relação às negociações", disse James Hewitt, porta-voz do conselho de segurança nacional dos EUA, na passada segunda-feira.

Altos funcionários da administração Trump disseram à Reuters que nem deverá ser alcançado nenhum acordo de paz nos próximos meses, levantando a possibilidade de que a guerra já com três anos continue.

Durante a campanha, Trump prometeu repetidamente resolver o conflito "em 24 horas" caso fosse eleito presidente dos Estados Unidos. O período de resolução da guerra foi estendido posteriormente para 100 dias.

Entretanto, o presidente norte-americano já admitiu que estava a ser "um pouco sarcástico" quando afirmou (diversas vezes) que conseguiria resolver o conflito entre a Rússia e a Ucrânia em 24 horas. 

A ideia de alcançar um cessar-fogo na Ucrânia até 20 de abril foi proposta pela administração, que expressou essa meta aos parceiros europeus. A data coincide com a Páscoa, que Trump pretendia usar como um marco simbólico para os esforços de paz.

De acordo com o The Telegraph, autoridades da Casa Branca e do Departamento de Estado realizaram reuniões no fim de semana para discutir possíveis punições económicas e diplomáticas que poderiam impor à Rússia. A frustração do governo marca uma mudança significativa em relação às declarações anteriores de Trump, que expressavam confiança no comprometimento de Putin com a paz.

Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

Leia Também: Trump acredita que Putin "fará a sua parte" para cessar-fogo

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