Mortágua quer "responsabilizar redes sociais" por promoverem "machismo"

Numa manifestação contra as medidas tomadas no caso da jovem violada por três influencers em Loures, a coordenadora do BE considerou que "o machismo existe na nossa sociedade e sempre existiu".

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© Rita Franca/NurPhoto via Getty Images

Notícias ao Minuto
05/04/2025 16:03 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

Política

Mariana Mortágua

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, defendeu este sábado a necessidade de "responsabilizar as redes sociais" pelos conteúdos, considerando que "promove a visualização e a partilha do machismo".

 

"Nada justifica, mas temos de compreender as raízes dos problemas. O machismo é endémico, o machismo existe na nossa sociedade e sempre existiu, o que está a mudar neste momento é uma cultura de redes sociais que promove a visualização e a partilha deste machismo e transforma figuras machistas em profetas de internet, em influencers", disse em declarações aos jornalistas, à margem da manifestação 'Violação não se filma, condena-se', em Lisboa.

A bloquista afirmou que "as redes sociais mudaram a forma" de comunicar e é necessário "reconhecer estas mudanças". 

Mariana Mortágua frisou que a extrema-direita está presente "em assembleias da República, nos Estados Unidos e em grandes empresas", que "promovem e legitimam a cultura de machismo".

"O caldo que estão a tornar é um caldo perigoso. E temos de combater isso", disse.

"Esse combate faz-se na lei, mas é também um combate cultural. É também um combate pela regulação das redes sociais, que também têm de ser responsabilizadas", atirou.

Realiza-se, durante a tarde deste sábado, um protesto em frente à Assembleia da República contra as medidas tomadas contra três influencers suspeitos de violarem uma jovem de 16 anos e tem divulgado o crime nas redes sociais, em Loures.

Leia Também: Preventiva para suspeito de abusar de jovem de 13 anos em Alenquer

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