De acordo com André Ventura, "o Chega está disponível, mas não a todo o custo", e Luís Montenegro deve "explicar como é que tem o património que tem no exercício da atividade política".
"Enquanto eu não conseguir perceber, e o Chega não conseguir perceber, como é que ou de onde é que o primeiro-ministro foi buscar este património todo que tem, para nós não há possibilidade de nenhum entendimento", afirmou, em conferência de imprensa, na sede do Chega, em Lisboa.
"Portanto, o primeiro-ministro ou tem uma explicação para isto, razoável e credível, ou então não vale a pena fazer nenhuma espécie [de entendimento]", reforçou.
Antes, o presidente do Chega manifestou a ambição de ver o seu partido tornar-se a força mais votada à direita e realçou que "todas as sondagens indicam que o PSD e o Chega terão uma maioria nestas eleições, todas, mesmo aquelas que dizem que o PS pode vencer".
"Mesmo que o PS venha a ser o partido com mais votos, o que esperemos que não aconteça, o Chega tudo fará para garantir que haverá um Governo de direita em Portugal que afaste os socialistas do centro do poder", afirmou.
Interrogado se está disponível para entendimentos pós-eleitorais com o PSD liderado por Luís Montenegro, André Ventura começou por responder que "o PSD tem de fazer aqui o seu trabalho também" e que "o Chega tem um critério muito exigente nesta matéria".
A seguir, responsabilizou o PSD por ter recusado "construir essa maioria" de direita na legislatura que está a terminar e disse que "agora caberá ao PSD dizer se quer construir essa maioria ou não".
O presidente do Chega acrescentou que o seu partido "não faz acordos nem nenhuma espécie de aproximação com suspeitos de corrupção, ou com suspeitos de enriquecimento, ou com quem não consiga dar uma explicação sobre situações que são absolutamente claras".
No que respeita às listas do seu partido, André Ventura disse ter feito um esforço para "garantir ao país uma equipa de pessoas comprometidas, sérias, dedicadas e acima de toda a suspeita".
"Pelas contas que fiz, podendo ser feita uma correção depois, o Chega terá cerca de 25% de quota jovem e independente nestas eleições", referiu.
Para Ventura, depois do "resultado histórico" do Chega em 2024, qualquer resultado abaixo, seja em número de deputados ou em percentagem, "será uma derrota".
O Chega tem como objetivo crescer em todo o território do país e transformar o sistema político "de um sistema bipartidário num sistema português tripartidário, com três grandes blocos de partidos".
[Notícia atualizada às 22h14]
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