"Vamos intensificar a pressão sobre o regime iraniano" para obter a libertação de Cécile Kohler e Jacques Paris, detidos há mais de mil dias", declarou o ministro dos Negócios estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, numa audiência perante a Assembleia Nacional.
Jean-Noël Barrot anunciou ainda sanções europeias "suplementares" contra os responsáveis pela política de tomada de reféns do Irão "nos próximos dias".
Os dois cidadãos franceses, uma professora e o seu companheiro, estão detidos no Irão desde maio de 2022, acusados de "espionagem" durante uma viagem de turismo ao país.
Em setembro de 2023, a justiça iraniana anunciou que a investigação contra o casal tinha terminado, abrindo caminho a um possível julgamento.
Em 20 de março, um terceiro cidadão francês, Olivier Grondeau, de 35 anos, detido no Irão desde outubro de 2022 também numa viagem turística ao sul do país, foi libertado, após ter sido condenado por espionagem.
No final de março, a República Islâmica do Irão mantinha em cativeiro pelo menos oito cidadãos europeus, defendendo que estão detidas por força de uma ordem judicial.
No entanto, não se sabe ao certo o número de detidos, conhecendo-se apenas os casos que tiveram cobertura mediática.
Várias organizações não-governamentais consideram que estes detidos são utilizados por Teerão para obter a libertação de iranianos detidos no estrangeiro.
Na mesma audiência, Jean-Noël Barrot defendeu também que se as negociações sobre o programa nuclear do Teerão falharem, "um confronto militar" será "quase inevitável".
"Em caso de fracasso, uma confrontação militar parece ser quase inevitável, o que teria o custo muito elevado de desestabilizar gravemente a região", afirmou.
No domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irão com bombardeamentos e tarifas secundárias se o país não chegar a acordo sobre o seu programa nuclear, depois de Teerão ter rejeitado as negociações diretas com Washington na semana passada.
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