Num comunicado, o diretor-geral do canal, Zahid Sobaci, declarou que o despedimento se deveu ao facto de as mensagens da atriz "não serem compatíveis com os princípios institucionais da TRT".
"A pessoa em questão foi despedida da série devido a estas publicações, que desiludiram o público de 'Teskilat'", referiu Sobaci em relação à série de ação, tal como noticiado pelo próprio canal de televisão.
Os apelos ao boicote contra o governo aumentaram recentemente, na sequência da detenção do presidente da câmara da cidade de Istambul, Ekrem Imamoglu, considerado o principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan, e referiam-se inicialmente a empresas ligadas ao governo turco.
No entanto, estas ações foram agora alargadas ao mundo das artes e à esfera cultural da Turquia.
O canal de televisão aproveitou a oportunidade para sublinhar que tais apelos são "divisionistas" e avisou que não hesitará em tomar medidas semelhantes no caso de novas mensagens deste género.
Por seu lado, o Partido Republicano do Povo (CHP), na oposição, que escolheu Imamoglu como candidato às presidenciais previstas para 2028, apoiou o boicote e manifestou solidariedade para com a atriz, numa altura em que o país se encontra mergulhado na maior crise da última década.
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