Centro da UNRWA atacado em Gaza novamente. "Até ruínas se tornaram alvo"

O responsável da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) denunciou hoje o ataque do exército israelita a um edifício deste organismo em Gaza, já previamente atacado e onde estavam abrigadas mais de 700 pessoas.

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© FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images

Lusa
02/04/2025 20:27 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Médio Oriente

De acordo com o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, "até as ruínas se tornaram um alvo", uma vez que estas instalações, em Jabalia, no centro da Faixa de Gaza, já tinham sofrido "graves danos no início da guerra", tornando-se agora um refúgio para os palestinianos no enclave, praticamente arrasado.

 

"As primeiras informações indicam que a instalação estava a albergar mais de 700 pessoas quando foi atacada. Entre os mortos estão nove crianças, incluindo um bebé de duas semanas", acrescentou Lazzarini, no seu perfil oficial nas redes sociais, onde não fez referência ao número total de mortos.

No entanto, as autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), tinham denunciado horas antes que o ataque israelita a este centro da UNRWA tinha feito pelo menos 22 mortos, entre os quais 16 mulheres, crianças e idosos, e vários feridos de gravidade variável.

Segundo Lazzarini, uma vez executado o ataque, as famílias que se encontravam nas instalações permaneceram no abrigo porque "não tinham para onde ir".

No total, mais de 300 edifícios da ONU foram danificados ou totalmente destruídos desde o início da guerra.

Além disso, "mais de 700" palestinianos morreram "enquanto procuravam a proteção da ONU", denunciou Lazzarini, que alertou ainda para o facto de "os grupos armados palestinianos, incluindo o Hamas, e as forças israelitas", terem utilizado "demasiadas instalações da UNRWA para fins militares e de combate".

"O total desrespeito pelo pessoal, pelas instalações e pelas operações da ONU é um profundo desafio ao Direito internacional", afirmou o comissário da UNRWA, que apelou à realização de investigações independentes para determinar as circunstâncias de "cada um destes ataques".

Desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a ofensiva israelita contra Gaza, mais de 50.000 pessoas foram mortas no enclave em ataques israelitas, das quais mais de 1.000 foram mortas desde 18 de março, quando Israel quebrou o cessar-fogo com uma nova vaga de bombardeamentos.

Leia Também: Guerra em Gaza desafia "a decência, a humanidade e a lei"

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