PSD antecipa PS "censurado" pelos eleitores e CDS ataca Mário Centeno

 O PSD realçou esta quarta-feira os mais recentes dados económicos de Portugal, antecipando que o PS será censurado pelos eleitores nas legislativas, enquanto o CDS acusou o governador do Banco de Portugal (BdP) de fazer previsões catastrofistas.

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© Reprodução Facebook/Pedro Coelho

Lusa
02/04/2025 16:17 ‧ ontem por Lusa

Política

Eleiçóes Legislativas

Estas posições foram transmitidas pelo social-democrata Pedro Coelho e pelo democrata-cristão João Almeida no período de declarações políticas da reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República.

 

Tanto Pedro Coelho como João Almeida salientaram nas suas intervenções dados da economia portuguesa em 2024, como o excedente orçamental de 0,7%, ou a redução da dívida pública para um valor abaixo dos 95% do PIB (Produto Interno Bruto), considerando que ultrapassaram as previsões do PS.

Mas, neste ponto, João Almeida foi mais longe ao estender as suas críticas ao antigo ministro das finanças socialista e atual governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.

"O Governo PS, quando fez o seu orçamento para 2024, previa um excedente de 0,2%, pouca ambição face ao resultado que o Governo PSD/CDS conseguiu de mais do triplo. Mais relevante ainda é a previsão do Banco de Portugal, que no seu relatório de dezembro de 2024, ou seja, poucos dias antes de o ano terminar, previa não um excedente menor, mas sim um défice de 0,1%", assinalou.

Para João Almeida, esta previsão da instituição liderada por Mário Centeno não se pode caracterizar por falta de ambição.

"Estamos, sim, perante um catastrofismo irrealista, que não tem qualquer sentido", considerou, antes de concluir que PSD e CDS-PP vão para as eleições legislativas de 18 de maio "de cabeça erguida".

Tal como João Almeida, também o social-democrata Pedro Coelho comparou os resultados económicos de oitos anos de governos socialistas com um ano de executivo PSD/CDS-PP.

Pedro Coelho falou em medidas do Governo PSD/CDS de desagravamento dos impostos, de melhoria das carreiras, de aumentos salariais e de mais apoios aos jovens ao nível da política de habitação.

"O Governo da AD, em apenas 11 meses, fez mais pelo país do que aquilo que socialistas e geringonças de esquerda conseguiram. E fez mais apesar das mãos atadas por uma oposição que esteve sempre mais interessada em conquistar o poder do que respeitar que quem vence as eleições deve implementar as medidas escolhidas pelos eleitores", disse.

Depois, o deputado do PSD mostrou-se confiante que nas legislativas antecipadas de maio o resultado será idêntico aos resultados que se verificaram nas mais recentes eleições regionais nos Açores e na Madeira.

"Nos Açores, em 2023, o PS e o Chega aliaram-se para derrubar o Governo de José Manuel Bolieiro, e em 2024 o povo escolheu a estabilidade; na Madeira, em janeiro de 2025, o PS e o Chega censuraram o bom Governo do PSD, mas, em março passado, aqueles que censuraram foram censurados e perderam mandatos e votos", referiu.

No país, de acordo com Pedro Coelho, "a coligação PS/Chega foi uma emboscada desde o primeiro dia".

"O PS escolheu o partido em vez das pessoas, o Chega escolheu o caos em vez do país. Mas os portugueses, tal como nos Açores e na Madeira, saberão dar-lhes o troco. Os factos são as nossas armas e o povo será o nosso juiz", acrescentou.

Leia Também: Após polémica, nome escolhido é 'AD-Coligação PSD/CDS': "Não há confusão"

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