Em conferência de imprensa na sede do PS, em Lisboa, Marcos Perestrello, porta-voz da candidatura socialista às eleições legislativas de 18 de maio, referiu-se quer ao comunicado da véspera do gabinete do primeiro-ministro quer ao Conselho de Ministros de hoje no Mercado do Bolhão, no Porto.
"Estamos a assistir ao vivo, em direto e a cores à instrumentalização do Estado ao serviço dos interesses partidários", acusou.
Para o socialista, "esta promiscuidade entre o que é privado, o que é público e o que é partidário", algo que considerou ser "eticamente inaceitável, politicamente inadmissível e democraticamente intolerável".
Segundo Marcos Perestrello, o Governo está "a fazer campanha para o PSD", com membros do governo a multiplica-se em ações de campanha.
O vice-presidente do parlamento destacou aquilo que considerou ser um contraste em relação àquilo que foi o comportamento do Governo do PS em período de gestão.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou ter violado "deveres de neutralidade e de isenção" ao fazer um Conselho de Ministros no Mercado do Bolhão, no Porto, onde entrou ladeado pelo hoje anunciado candidato à Câmara do Porto, Pedro Duarte.
No final do Conselho de Ministros, que se realizou hoje no Mercado do Bolhão, no Porto, o executivo de Montenegro seguiu, a pé, para um almoço na Rua Santa Catarina onde aproveitou para distribuir beijos e votos de saúde.
O Governo esclareceu entretanto que informou todos os grupos parlamentares sobre a realização do Conselho de Ministros no Porto e convidou deputados de todos os partidos, como acontece habitualmente nas deslocações de membros do executivo.
Este esclarecimento foi feito por fonte do Governo à Lusa, depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter sido questionado sobre o envio de mensagens a militantes do PSD para estarem presentes hoje no Mercado do Bolhão, que disse desconhecer.
De acordo com fonte do executivo, o Governo informou na terça-feira "todos os grupos parlamentares" deste evento e convidou deputados de todos os partidos, como é habitual nas deslocações dos membros do executivo.
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