A organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou o novo aviso sobre as condições no enclave palestiniano um mês após o novo bloqueio israelita.
"Esta forma deliberada de causar danos condena milhares de pessoas a uma morte lenta; o cerco deve terminar imediatamente", disse a coordenadora de emergência dos MSF em Gaza, Myriam Laaroussi, em comunicado.
Em 02 de março, dois dias após o fim da primeira fase da trégua em Gaza, as autoridades israelitas anunciaram um bloqueio total à entrada de ajuda humanitária no enclave, onde controlam todos os acessos.
As equipas dos MSF enfrentam a falta de anestésicos, antibióticos pediátricos e de medicamentos para outras doenças como epilepsia e diabetes.
Por outro lado, verifica-se uma grave falta de dadores de sangue e de medicamentos para infeções de pele, que aumentaram devido à falta de sabão e água, disse a ONG.
Os pacientes com doenças não transmissíveis, como hipertensão ou diabetes, enfrentam sérias complicações ou até mesmo a morte devido à falta de tratamento adequado.
"Os Médicos Sem Fronteiras apelam às autoridades israelitas para que cessem imediatamente a punição coletiva dos palestinianos e acabem com o cerco desumano", disse o grupo, que também pediu a Israel para que cumpra as responsabilidades enquanto "potência ocupante" e para facilitar a entrada de ajuda humanitária.
Segundo o movimento islamita palestiniano Hamas, que controla o enclave desde 2007, o número de mortos em Gaza ultrapassa os 45 mil.
A guerra na Faixa de Gaza começou após o ataque do Hamas contra território Israelita que fez 1.200 mortos e 250 reféns, no dia 07 de outubro de 2023.
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