Em conferência de imprensa, em Bruxelas, o executivo comunitário foi sucessivamente questionado pelos jornalistas sobre se ia pressionar Budapeste a cumprir as obrigações assumidas enquanto país subscritor do Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu o mandado de detenção contra Netanyahu.
A principal porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Anitta Hipper, reiterou apenas que a UE está do lado de todas as decisões do TPI, mas não respondeu se o executivo de Ursula von der Leyen ia contactar o Governo de Viktor Orbán para lembrar que, como país subscritor, tem de cumprir o mandado de detenção contra Netanyahu.
A visita do governante israelita deve realizar-se entre hoje e domingo.
O convite partiu de Orbán que desvalorizou o mandado de detenção internacional contra Netanyahu, quando foi emitido, por alegados crimes de guerra cometidos durante a invasão israelita da Faixa de Gaza.
Israel declarou guerra ao movimento palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, na sequência de um ataque surpresa, em 07 de outubro de 2023, contra o sul de Israel e no qual morreram 1.200 pessoas e duas centenas foram feitas reféns.
As forças israelitas impuseram um cerco total ao enclave palestiniano e o conflito já causou mais de 50 mil mortos em Gaza, de acordo com números das autoridades locais.
O Hamas é classificado como um movimento terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, entre outros.
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