Israel deve "impedir o genocídio" em Gaza, defende ONU

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU condenou hoje a violação da trégua na Faixa de Gaza por parte de Israel e exigiu que o país assuma a responsabilidade de "impedir o genocídio" no enclave palestiniano.

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© Michael M. Santiago/Getty Images

Lusa
02/04/2025 18:28 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Médio Oriente

O principal órgão de defesa dos direitos humanos da ONU aprovou por esmagadora maioria uma resolução que apresenta uma longa série de exigências a Israel, em particular apelando a que "levante o seu bloqueio ilegal" a Gaza.

 

O texto exprime "grande preocupação com as declarações de responsáveis israelitas que constituem um incitamento ao genocídio e exige que Israel respeite a sua responsabilidade legal de prevenir o genocídio".

Aprovado por 27 dos 47 membros do Conselho, com quatro votos contra e 16 abstenções, o texto deplora "a violação do acordo de cessar-fogo por parte de Israel".

A votação do texto, proposto pela maioria dos membros da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), ocorreu depois de Israel ter retomado, a 18 de março, os bombardeamentos intensos em Gaza, numa nova ofensiva terrestre que pôs fim a um cessar-fogo que durava há quase dois meses.

A resolução exige "assistência humanitária sem entraves e o restabelecimento urgente das necessidades básicas da população palestiniana da Faixa de Gaza".

Por outro lado, denuncia "a utilização da fome de civis como método de guerra" e apela a todos os países para que "tomem medidas imediatas para impedir a continuação da transferência forçada de palestinianos para dentro e para fora da Faixa de Gaza".

Israel está a boicotar o Conselho, que acusa de parcialidade, e não esteve presente na votação. 

O país rejeitou categoricamente as repetidas acusações de "genocídio" no contexto da guerra na Faixa de Gaza, que eclodiu após ataques mortais do Hamas dentro de Israel, a 07 de outubro de 2023.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, 50.399 pessoas foram mortas desde o ataque do movimento islamita palestiniano, que resultou na morte de 1.218 pessoas do lado israelita, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. 

Das 251 pessoas sequestradas então pelo Hamas, 58 continuam reféns em Gaza, 34 das quais mortas, segundo o exército israelita.

Vários países, incluindo a República Checa que, juntamente com a Alemanha, a Etiópia e a Macedónia do Norte, votaram contra a resolução, usaram hoje da palavra para lamentar a falta de "equilíbrio" no texto, que não faz qualquer menção ao Hamas.

Leia Também: Israel anuncia divisão da Faixa de Gaza para obrigar Hamas a entregar reféns

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