Num comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) referiram que atacaram nas últimas horas "capacidades militares que permaneciam nas bases sírias de Hama e T4, para além de outros restantes locais de infraestruturas militares na zona de Damasco".
"As FDI continuarão a operar para remover qualquer ameaça aos civis israelitas", garantiram.
Já a Sana noticiou "um ataque aéreo israelita (...) teve como alvo a área em redor do edifício de investigação científica" no distrito de Barzeh, em Damasco, referindo-se a uma instalação militar já atingida por ataques.
A agência de notícias estatal disse ainda que um ataque israelita teve como alvo "os arredores da cidade de Hama", sem detalhar qual era o alvo.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) reportou ataques israelitas em várias regiões do país, incluindo contra o centro de investigação de Damasco.
"Os aviões de guerra israelitas também realizaram ataques visando (...) o aeroporto militar de Hama", destacou esta ONG sediada no Reino Unido mas com um vasto leque de fontes no terreno, referindo também e existência de vítimas.
As aeronaves israelitas também "atingiram a área em redor do aeroporto militar T4 na província de Homs", também localizado no centro da Síria, acrescentou o observatório.
Israel lançou centenas de ataques a instalações militares desde que os rebeldes islamitas depuseram o presidente sírio, Bashar al-Assad, do poder, em 08 de dezembro, dizendo que queriam evitar que as armas caíssem nas mãos das novas autoridades, a quem Israel chama jihadistas.
Nos dias seguintes à queda do Presidente Assad, o OSDH reportou ataques israelitas contra o centro de investigação de Barzeh.
E no mês passado, Israel disse ter atacado a base militar T4 por duas vezes.
Em 27 de março, os ataques israelitas atingiram a província costeira de Latakia, no oeste da Síria, de acordo com Sana, com o OSDH a relatar que os depósitos de munições foram visados.
Desde a queda do poder de Bashar al-Assad em Damasco, após mais de 13 anos de guerra civil, Israel também enviou tropas para uma zona tampão desmilitarizada nas Colinas de Golã, no sudoeste da Síria, na orla da parte deste planalto ocupada e então anexada por Israel em 1981.
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