"Na sequência do terramoto de magnitude 7,7 que atingiu Myanmar [antiga Birmânia] e toda a região na sexta-feira passada, a UE está a canalizar mais assistência para reforçar os esforços de socorro", anunciou a Comissão Europeia, em comunicado.
Em concreto, a UE lançou uma operação de ponte aérea humanitária, com o primeiro voo a partir hoje de Copenhaga (capital da Dinamarca) para Rangum (maior cidade e antiga capital de Myanmar) com uma carga de 80 toneladas de fornecimentos, incluindo tendas, kits de proteção infantil, kits de saúde e kits de água e saneamento, enviada à agência das Nações Unidas para a Infância, UNICEF.
Além disso, na sequência da ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE pelo Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU, a UE está a mobilizar uma equipa de 12 especialistas europeus da Suécia, da Finlândia, dos Países Baixos, da Eslovénia, do Luxemburgo e da Noruega, que vão viajar para Banguecoque e Kuala Lumpur, nos próximos dias para garantir que a assistência dos Estados-membros da UE chega às pessoas necessitadas.
Acrescem outros especialistas ambientais da Suécia e dos Países Baixos e um oficial de ligação do Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE para a coordenação com parceiros no terreno.
Logo a seguir à catástrofe, a UE ativou o serviço de satélite Copernicus para facilitar a avaliação do impacto e disponibilizou 2,5 milhões de euros em ajuda humanitária, tendo sido o primeiro doador internacional a anunciar a ajuda.
Hoje, a UE está ainda a avançar com um montante adicional de 500 mil euros para contribuir para o apelo de emergência da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
"É fundamental garantir o acesso das organizações humanitárias e assegurar que operam num ambiente seguro, bem como proteger os civis, para que possam prestar uma ajuda que salve vidas", concluiu a Comissão Europeia, na nota divulgada em Bruxelas.
A junta militar birmanesa elevou hoje o balanço do sismo que atingiu Myanmar há cinco dias para 2.886 mortos e 4.639 feridos, enquanto continuavam as buscas por sobreviventes.
O balanço anterior, divulgado na terça-feira, era de 2.719 mortos, 4.521 feridos e 441 desaparecidos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 10.000 edifícios desabaram ou ficaram gravemente danificados no centro e noroeste de Myanmar.
O terramoto também abalou a vizinha Tailândia, causando 21 mortos e 34 feridos.
A ONU tem conseguido mobilizar ajuda vital para a população afetada, sem bloqueios das partes envolvidas na guerra civil em curso desde que os militares tomaram o poder em 2021.
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